Há dias em que quero ser má: politicamente incorrecta será o termo apropriado. Nesses dias não quero ouvir os “deves” que me pregam, quero apenas olhar e esquecer a palavra “consequências”. Ser inconsequente é uma necessidade muitas vezes. O pensar em tudo trás tantas complicações o que faz com que me pergunte se devemos pensar de todo!? Ás vezes queria-me libertar de todos os convencionalismos éticos e mandar tudo para um sitio! Ser para mim, só para mim era o ideal. Quero ser a CABRA que me chamam, na maioria das vezes sem qualquer razão para tal! Quero envenenar todas as palavras que digo com um tom malvado. Quero rir sarcasticamente das pessoas à minha volta: não passam de hipócritas! Quero espezinhar tantas e tantas pessoas só para me rir a seguir. Quero ver o mundo delas desabar, e não me sentir culpada por desejar tal coisa. Queria conseguir gostar mais de mim do que dos outros, principalmente quando me magoam, mas não consigo. A verdade é que a minha veia maléfica está esmagada com todos os outros circuitos sanguíneos que me tornam benigna. Sou boa de mais tantas vezes, e tantas são as vezes que os verdadeiros amigos me dizem para acordar e me fazer à vida, e eu ignoro por completo porque não quero criar atrito. Sou boa de mais mesmo quando tento ser má! Tenho sempre uma lógica rançosamente benigna a perturbar-me as tentativas de ser má, como eu no meu interior desejo ser! Qualquer dia a minha veia maligna rebenta e aí veremos quem eu quero ser: Implacável, sem perdão, determinada, e segura de mim.
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