Amigos, que palavra mais difícil de definir na sua completude. Há dias em que parecem ser fantásticos, e pessoas racionalmente preparadas para lidar com todas as situações que uma amizade óbvia vai trazer; e outros em que parece que são pessoas que desconhecemos completamente. Mesmo tentando aceitar até o Eu deles que menos gosto há dias que se torna insuperável acreditar que essa pessoa seja a mesma dos outros dias, aliás, que há algo nessa pessoa que gostemos de todo. Se há coisa que eu odeio acima de tudo é hipocrisia, ciúme, infantilidade e pessoas mal-agradecidas. Não me podem acusar de ser uma amiga que se preocupa pouco, nem que não quero saber das pessoas se não receber algo em troca! Quantas vezes fiquei eu prejudicada no meio disto tudo? E nem precisam de ser amigos para eu dar sem receber. Sou altruísta, tão simples quanto isso! Como podem chamar irresponsável se tudo o que faço é responsabilizar-me em situações em que a responsabilidade não é minha de todo!? Eu dou e não peço nada em troca sem ser talvez uma amizade genuína, mas às vezes nem isso! Eu sou tolerante, aturo esses traços que menos gosto porque é facto que é impossível encontrar uma pessoa perfeita, na qual não encontramos nada que não gostemos. Eu própria estou cheia de defeitos, mas assumo os meus erros quando de erros reais se tratam, e eu tenha directa ou indirectamente culpa ou consciência ou não de que os cometi. Não sei se estou a ser injusta de algum ponto de vista, mas creio que não! Tenho razão para estar chateada, no mínimo dos mínimos. Ataques de ciúmes não são saudáveis quando chegam a este ponto. Sim, tens ciúmes de algo, mas isso não é condição para seres menos amiga por causa disso! “Dói? Coça!” Um bocado de mais compreensão não faz mal a ninguém. Não sou bêbeda nenhuma, nem irresponsável nenhuma! Acontece alguma coisa? Pois, se calhar acontece, mas eu estou lá quando precisam! Acidentes acontecem e eu dou a mão sem pedir nada em troca! Não admito que me acuses de faltas tão grandes como amiga! Eu estou lá, realmente não será a noite que imagino, mas os amigos estão em primeiro lugar, e se acabar tudo em bem no fim da noite dou-me mais que feliz porque cumpri o meu dever como amiga. Não dancei mais, pois não, mas pelo menos no dia a seguir temos algo que num futuro não muito longínquo poderá vir a ser a causa de umas belas gargalhadas! Também não dormi muito, mas quero lá saber de horas de sono se o propósito é bem maior do que a falta! Montes de coisas neste momento me passam pela cabeça, obviamente que não são agradáveis, mas sob pena de ofender alguém e de me vir a arrepender de tal coisa fico-me por aqui! Tenho o bom senso para agir de tal forma mais contida do que devia, ao contrário de uma pessoa que se deixasse levar pelo momento. No meio desta coisa tudo só vejo duas possíveis soluções, sou capaz de ambas porque enfim… o ataque de ciúme é só uma pequena parte de ti e sei que gosto de ti acima de tudo, e tenho a capacidade de agir como se nada tivesse acontecido; outra solução seria exigir um pedido de desculpa (opção altamente improvável, porque certamente o teu orgulho vai achar que não fizeste, nem disseste nada de mal). That’s up to you now! Eu já estou habituada a engolir o meu orgulho por amizades, mas um pedido de desculpas seria um ponto a favor do teu carácter, e certamente uma solução mais plausível e real do que a que me parece mais provável conhecendo-te como te conheço. Enfim, fartei-me disto.
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