Tudo se resume a problemas de confiança! Não confio em mim o suficiente, não acho o meu Eu suficiente. Sou para mim algo de estranho, algo de envergonhado, algo que não sabe agir sem pensar. Eu penso tudo ao pormenor, penso e repenso e volto a pensar. Quero tudo como é suposto e tenho muito medo de arriscar. Ser arrojada não é fácil para mim. Já sei que as minhas capacidades sociais não são muitas, mas para mim o silêncio é precioso e gostava que alguém partilha-se isso comigo. Eu sou calada, e não gosto dessa minha faceta, mas sei que posso ser a maior tagarela que existe se estiver na companhia certa e completamente a vontade. Não gosto que este meu silêncio me empurre para um lugar obscuro, onde tudo sobre mim parece secreto, mas é o que acontece e mais uma vez aconteceu e lá estou eu, de novo, fechada sobre mim própria procurando analisar todos os porquês que me têm surgido. O meu silêncio é estridente, dá nas vistas tal como um berro de dor excruciante, mas tudo porque eu falo com o que posso: os meus gestos, o meu sorriso, o meu olhar e a minha maneira de estar. Eu falo para quem me quiser ouvir, e quem não quiser azar! Falo de forma falada quando é necessário ou quando estou estranhamente à vontade, e sei que isso tem acontecido mais vezes de há 2 meses para cá, mas para quem não me conhece não passo de uma miúda calada! Gostava de me fazer entender sem palavras, até porque com palavras há sempre problemas conceptuais que perturbam o seu entendimento! Quero ser entendida pela coisa mais básica que há: o gesto!
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