Estes últimos tempos têm sido esclarecedores: pessoas em que podemos confiar são poucas; ex-namorados rancorosos nunca serão nossos amigos e vão sempre julgar que o que fazemos é para os afectar! Apesar de tudo continua a achar que nada fiz de mal. Como pode um ex que desiste da nossa relação acusar-nos de não o respeitar, de nunca ter gostado realmente dele?? Como pode ele sequer ponderar essa hipótese? Que direito pensa ele que tem para dizer que fui a maior decepção dele? Eu não fui mais que eu própria! Eu fui o que sempre fui. Eu com namorado sou uma coisa: sou fiel, interessada e luto até não haver mais por onde lutar! Sem namorado e sem gostar de ninguém, quero-me divertir e não prestar contas a ninguém. E mais! Como pode ele dizer tal coisa se a nossa própria relação surgiu numa situação de inconstância emocional!? Não pode, não tem esse direito! Ele que tenha ciúmes no seu canto, cos’ life goes on! Coincidência de estar com um amigo dele, não foi de propósito e não significa desrespeito, apenas um facto inconveniente! Não pensei nele como um amigo do meu ex-namorado, mas como um amigo meu com o qual já tenho história. Além de que se há culpado a acusar teremos de responsabilizar-nos a todos e não me ponho em primeiro lugar, porque a situação não se tinha posto sequer se o meu ex me tivesse respeitado em primeiro lugar como namorada e tivesse lutado pela pessoa que dizia gostar! O amigo culpabiliza-se na medida em que estava em plena consciência quando a coisa se deu e cometeu um acto premeditado! A minha culpa nesta situação é ter uma moral de certo/errado bastante agreste: A partir do momento em que estou solteira e não ando com mais ninguém faço o que quero e não pode ser considerada traição seja com quem for! Outra culpa minha é confiar demais! Não me arrependo, porque estava em pleno funcionamento das minhas funções mentais! Só me acho no direito de me arrepender sobre coisas que deixei por fazer. Já me preocupei de mais com o meu ex-namorado, que diz gostar de mim e conhecer-me mas afinal… o que interessa é o que os outros lhe dizem, o que interessa é que eu estou a interferir na vida dele, o que interessa é que foi com um amigo dele, o que interessa é que lhe devo respeito. Interesses sobre ele exclusivamente! Fica descansado de agora em diante porque de duas umas: ou não vens a saber de nada porque ninguém que se relacione contigo vai saber de nada que se passe comigo, ou cago em ti e faço a minha vida como se fosses um desconhecido. Quando tu me respeitares a mim eu respeito-te, mas respeitar-te não significa abdicar da minha vida porque te vai prejudicar, mas sim aceitar e lidar com as situações para suavizar a coisa! Desde já o suposto amigo não foi amigo de nenhum dos dois e ainda se vai vitimizar no meio desta história? Querido aceita as coisas como elas são ou carrega-as com a tua moralidade super-preconceituosa esfregada com preconceitos dos outros que te rodeiam! Acredita no que te dizem: Que não valho a pena, que sou uma grande cabra, que não te ligo nenhuma, que sou egoísta, que nunca gostei de ti! Acredita nessa merda toda se te ajudar a odiar-me mais e a deixares de gostar de mim. Agora se pensas que andei 3 anos e 2 meses contigo só para passar o tempo e para me sujeitar a todas as coisas a que me sujeitei, é ridículo! Se eu não tivesse gostado de ti não andava contigo, não me sujeitava tanto tempo às tuas faltas enquanto namorado, não me dava ao trabalho de discutir contigo as situações vezes e vezes sem conta! Sabes… agora invejo amigos que discutem muito com os seus namorados, é sinal que ambos se preocupam em lutar pela relação. Tu desistes-te de mim ainda eu andava apaixonada por ti, a forçar monólogos para ver se acordavas, a sujeitar-me às mil e umas coisas que nos destruíram e me humilhavam constantemente! Não penses que tens o direito de te queixares do caminho que eu escolher porque apagaste-me das tuas preocupações muitos meses antes de terminar-mos! Tu não tens o direito de ainda gostares de mim, aliás de dizeres sequer que gostas de mim! Tu sofres porque acabamos, eu sofri porque insisti em gostar de ti quando tu claramente já não querias que gostasse de ti! Julgaste-me eternamente assegurada e um dia acordei e ponderei o que seria melhor: continuar a lutar por ti até me odiar e odiar-te a ti consequentemente, ou acabar antes de entrar em ebulição! Decidi gostar mais de mim e respeitar o que Eu quero, antes do que os outros querem! Tu sim magoaste-me de mil e uma maneiras, mas sabes que mais, para a próxima vem com mais força: mais lágrimas derramadas serão apenas o elixir para continuar em frente e cada vez menos olhar para traz e para quem claramente nunca foi merecedor do meu tempo!
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